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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As 6 perguntas que toda agência deveria fazer antes de prospectar um cliente

Estou republicando este artigo que saiu no site chmkt.com.br do Carlos Henrique Vilela - Publicitário, especialista em Gestão de Marketing pela FDC. Palestrante e Planner na Tom Comunicação, em Belo Horizonte, MG.


"Há alguns dias, o Edward Boches, CEO da Agência Mullen, de Boston, escreveu um post bem interessante com 5 perguntas que um diretor de marketing deveria fazer quando prospecta uma nova agência. A repercussão foi grande, e o texto acabou até no Blue Bus. As 5 questões – que acredito que a maioria já tenha visto - foram:
1 - Qual o futuro da propaganda?
2 - O que você está fazendo para assegurar sua sobrevivência?
3 - Qual o seu critério para contratar pessoas?
4 - Qual é a sua definição de um time criativo?
5 - Quais as 5 idéias criativas recentes que não são anúncios?

A ideia dele foi ampliar o horizonte das empresas que, em busca de uma agência, levam em consideração apenas pontos como números, currículo dos gestores, lista de clientes, premiações, capacidade de atendimento, abordagem estratégica e exemplos do trabalho. Ele destacou que não dá pra contratar uma agência pelo seu passado, mas sim pelo seu futuro que - embora seja, em parte, formado por conquistas passadas – será formado pela visão da agência e pela sua vontade e preparação em abraçar o que está por vir.
Uma agência preparada para o futuro, segundo Boches, deve ter um ótimo ponto de vista sobre mídias sociais, tecnologia e sobre as mudanças - da comunicação e do consumidor. Além disso, o formato tradicional não atende mais. É preciso ser mais digital, mais interativa, possuir grandes talentos, ter conhecimento em novas formas de comunicação e possuir uma expertise mais ampla, como a capacidade de inventar novos produtos para clientes, desenvolver comunidade, construir plataformas e interfaces, etc.

Um dos comentários no blog do Boches, no entanto, sugeriu que deveria também existir uma lista de perguntas que as agências tem que fazer antes de prospectar um cliente ou participar de uma concorrência. E foi exatamente isso que o pessoal da Wieden + Kennedy fez. Vamos lá:

1. Quem são os decisores na concorrência e no trabalho que será feito pela agência?

Segundo eles, isso é sempre uma preocupação quando há uma concorrência. Há diversos stakeholders que a agência só conhece na apresentação final, como o CEO que só aparece na última reunião e acaba contradizendo toda a direção que foi passada à agência, por exemplo. Portanto, vale a pena dedicar um tempo para avaliar quem são essas pessoas. Além disso, é necessário saber quem e quantas são as pessoas que aprovarão o trabalho agência. Segundo eles, quanto mais gente pra aprovar, menor a qualidade do trabalho, e mais cara será a gestão disso tudo. Processos longos e complexos de aprovação são de dar medo em qualquer agência, destacam.

2. Quais são os critérios para julgar o sucesso do trabalho da agência?

Muitas vezes, esses critérios não são tão claros, e podem levar a uma desconexão entre agência e cliente, ou em uma agência que sente que seu trabalho não está tratando dos problemas reais pelos quais o cliente está passando. Isso vale tanto para concorrências quanto para o trabalho do dia-a-dia. Vale a pena questionar, segundo o pessoal da W+K, quais são, especificamente, esses critérios. Se essa informação não for compartilhada, certamente não haverá consistência no que for feito, e o trabalho sairá tremendamente prejudicado.

3. A empresa é ousada e faz coisas extraordinárias, ou prefere o tradicional e evita o risco de errar?

Para ilustrar essa questão, eles citam um trecho de um texto do Phil Rumbol, da Cadbury, em uma edição recente da revista Campaign:

‘Enquanto o mundo do marketing foge das técnicas testadas dos últimos 40 anos, os profissionais da área precisam agarrar a oportunidade para conquistar vantagem competitiva ao serem corajosos e mais ambiciosos em tudo o que fazem. Em um mundo corporativo que busca ‘o certo’, há um número excessivo e profissionais que buscam conseguir 10 sucessos em 10 iniciativas evitando qualquer tipo de risco. Em contrapartida, os melhores profissionais do futuro buscarão um sucesso extraordinário em tudo que fazem, mas terão uma grande oportunidade de aprendizado nos seus erros – que como sabemos, vão ocorrer. Eles precisam se envolver com o novo e aprender fazendo.'

4. O que fez você convidar a agência para essa concorrência?

Segundo o pessoal da W+K, parece uma questão burra, mas que pode ser muito reveladora. Se a resposta demonstrar uma grau elevado de conhecimento da agência e das suas forças, é sinal de que o cliente está realmente interessado no que você faz. Se o cliente achar difícil responder, ou não foi ideia daquela pessoa colocar sua agência no processo (o que mostra que outra pessoa é o real decisor e você deveria estar falando com ela) ou eles não dão valor suficiente para o processo, o que é muito preocupante. A resposta também pode ser que um conhecido recomendou a agência e, aí, você deveria conversar com essa pessoa que indicou pra saber o que foi dito.

5. Quantas são as agências no processo e quem são elas?

Uma lista longa, ou esquisita, ou que inclui a agência do cunhado do cliente, pode ser sinal de que não vale a pena.

6. A empresa vai remunerar as agências que participarão da concorrência?

É uma pergunta que não vai doer, comentam. Vale a pena mostrar que seu trabalho tem valor. A resposta, segundo o pessoal da W+K, pode, mais uma vez, ser reveladora."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Real papel das agências


Este texto foi retirado integralmente do Blog chmkt.blogspot.com do Carlos Henrique Vilela - é um post bem pertinente e acho que vale a pena ser replicado.
"A Advertising Age publicou, recentemente, um texto bem interessante do Phil Johnson, CEO da PJA Advertising & Marketing, sobre o real papel das agências.

Segundo ele, muitas agências, ao invés de compreender como as pessoas se comunicam e desenvolver para desenvolver estratégias poderosas para as marcas, ficam presas em criar coisas – seja um anúncio, um website ou poucos caracteres no Twitter. Quando isso ocorre, conta, os clientes acabam recebendo campanhas inspiradas em publicidade já feita. Podem ser criações esteticamente agradáveis, com uma sacada interessante, mas que não são capazes de resolver os problemas reais dos clientes. Além disso, o foco no output, ao invés de no input, leva a distinções artificiais em relação à publicidade tradicional, digital e pontos intermediários. Segundo Johnson, esse tipo de pensamento comoditiza a agência, acabando com qualquer possibilidade de diferencial. O ideal, diz ele, é a agência ser reconhecida pelo que sabe, e não pelo que faz – oposto do que a maioria tem feito até agora.

É uma visão interessante. Ele se diz convicto de que as agências deveriam se tornar uma comunidade de pessoas intelectualmente curiosas. E, quanto mais diversidade social e intelectual houver, melhor. Ele conta que o verdadeiro papel das agências é sua habilidade de abrir portas para o mundo com o qual o cliente deseja se envolver. As agências que entregam tal promessa, afirma, serão sempre relevantes. Inclusive, a remuneração das agências em função das idéias, e não do que é executado, foi um dos grandes pontos de discussão do MaxiMídia 2009, mas isso é assunto para um segundo momento.

Ele finaliza o texto com 5 dicas para seguir essa linha de pensamento – bem interessantes, por sinal.

1 – Somos todos CIOs. Virtualmente, toda atividade da agência – de operações internas de gestão das contas até a entrega das campanhas – é construída em plataformas tecnológicas. Não são mais ferramentas que apóiam o negócio. Essa tecnologia é o negócio. Além disso, os canais de comunicação que você cria para si mesmo, ou para sua agência, podem também se tornar os mesmos canais que você usa para a campanha do cliente. Todos na agência precisam entender e aplicar o valor estratégico da tecnologia para se engajar com o cliente.

2 – Existe vida além do Twitter. Devemos estender nosso campo de visão para além da publicidade, para incluir todo o campo da comunicação. O colapso dos jornais pode ser um momento de definição para essa geração e terá grande impacto no setor de publicidade. Grandes inovações na comunicação estão acontecendo em campanhas políticas e iniciativas públicas de saúde. Há muito o que aprender.

3 – Devemos ser estudantes da colaboração. A publicidade sempre foi um empreendimento colaborativo, mas ainda há uma definição muito estreita de como e onde a colaboração acontece. Eu quero olhar para fora do nosso setor e aprender com outros campos – seja design de produto ou a entrega de serviços consultivos complexos – que desenvolveram novos modelos para a construção de equipes e colaboração.

4 – Nem toda cultura é popular. Para ser entendido por públicos mais amplos, os profissionais do marketing de massa fazem comunicação para o denominador comum mais baixo em termos de cultura popular e intelecto. Algo como escrever um texto para um estudante da oitava série visando toda uma população ainda é bem comum. As mídias sociais permitem conversas mais amplas com menores grupos de pessoas ao longo de um complexo cultural mais amplo. Para sermos eficazes, precisamos comandar mais profundamente as tendências sociais, políticas e artísticas. A publicidade de amanhã será forçada a fala em diferentes vozes e níveis intelectuais.

5 - A ciência invade o departamento de criação. As ciências sociais sempre tiveram um papel importante da publicidade, mas os avanços no estudo do cérebro vem criando disciplinas como o neuromarketing, que estão trazendo uma nova visão para o processo criativo. Quem se importa com o que o Diretor de Criação acha legal? O que importa é como os neurônios estão atuando no mercado alvo. No campo da psicologia, a ciência da felicidade está desencadeando um novo conhecimento sobre como as pessoas decidem o que as satisfará no futuro. Alguém na nossa equipe deve estar prestando atenção nisso."

sábado, 3 de outubro de 2009

BLOG DA PROPAGANDA SUL MINEIRA! BELA INICIATIVA!


Vale a pena conferir o blog coordenado pelo competente Alexandre Prado da Realize Propaganda Varginha. Essa é uma iniciativa inteligente para consolidação de mercado. Sem a troca de experiências, discussão das dificuldades, não se consegue melhorias, nem amadurecimento e nem profissionalização do mercado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

PEQUENAS AGÊNCIAS PELO MUNDO!

Esta é uma curiosidade de muitos publicitários, como são as estruturas de agências de publicidade pelo mundo. Claro que das grandes agências temos mais informações. O que pretendo mostrar a partir de agora são agências de menor porte, com até 50 funcionários. Agências não menos charmosas que as mega estruturas. Para começar, algumas fotos da Agência WOODBINE de Windston-Salem.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DPZ - 40 ANOS -A PROPAGANDA E OS PRINCIPAIS NOMES DO MERCADO PASSARAM POR LÁ


A DPZ é uma das agencias mais respeitadas do mundo.Pela Criatividade,pela competência e por ser formadora dos principais profissionais do mercado brasileiro. vale a pena conferir!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

humankind - novo posicionamento by leo Burnett


A Leo Burnett sempre foi referência para mim, é uma agência vitoriosa, competitiva, de resultados. Uma agência moderna e inteligente.
Nesta nova postura de mercado Mundial, a Leo define que as pessoas agora estão no centro de tudo. Já passamos pela era do produto, era da marca, era das idéias e estamos na era das pessoas. esse vídeo é imperdível.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

100 mil sócios é pensar grande ou pensar pequeno?

Com o nome de O VASCO É MEU o marketing do Vasco, inicia uma nova fase do clube. Esse é um bom exemplo de união da credibilidade com o profissionalismo depois de uma era de administração opaca e duvidosa. O responsável pelo projeto e vice presidente de Marketing do Vasco é nada menos que Fábio Fernandes CEO da F/Nazca uma das mais importantes e criativas agências de propaganda do mercado Brasileiro, Fábio Fernandes é um profissional competentíssimo e premiadíssimo.
O conceito desta peça é desafiador para qualquer torcedor, mexe com o brio. Eu se fosse Flamenguista, tricolor ou botafoguense estaria preocupadíssimo. Sócio torcedor é dinheiro em caixa, dinheiro em caixa é time forte.
PS.: Exemplo disso: Colorado!

sábado, 9 de maio de 2009

Empena Inteligente - tanto no sol quanto na chuva

A agência Chosun University na Coréia do Sul criou este painel em relevo, para o seu cliente Calvin Klein, que muda aparência dependendo do tempo! Essa é uma empena inteligente e muito bacana!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

09 coisas que irão definir 2009 - By Leo Burnett


Todo início de ano aparecem sempre as previsões, as tendências, as apostas, o que está por vir para o mercado, etc. Este artigo que reproduzo foi publicado no Meio e Mensagem on line, são 09 apostas do que irá acontecer no mercado feitas por uma das maiores agências de propaganda do Mundo - só como ilustração, a Leo tem hoje 95 escritórios espalhados por 84 países com mais de 8.000 colaboradores, faz parte do Publicis Groupe - o 4° maior grupo de comunicação mundial.
Agora pergunto, dá para desprezar qualquer indicação ou opinião vinda de uma gigante de sucesso como a Leo? segue o Post. [
Ah!!!! já ia me esquecendo http://www.leoburnett.com.br/ - visite o site da agência no Brasil e depois me diz o que acharam.
09 coisas que irão definir 2009
1) Novo realismo: a situação econômica irá afetar profundamente o desenvolvimento do contexto cultural. A era especulativa e emotiva está sendo substituída por uma fase mais calcada no social e na criatividade. Com a cultura mais tangível e honesta, teremos que ser mais realistas sobre o que está vindo. Prioridades e decisões de compra serão reconsideradas, sob o ponto de vista do que realmente importa para nós. Estaremos mais abertos para o que traga valores como confiança, segurança, inspirador, conectado, honesto e progressivo;

2) Hiper-realidade: o ritmo das mudanças está acelerando no mundo, com muitos novos desenvolvimentos ocorrendo na velocidade da luz e mudanças no status quo sendo reveladas em tempo real;

3) Economia da confiança: a confiança se tornará um fator crítico para o sucesso das marcas. Em tempos de dureza, buscamos companhias que dividam nossas preocupações, gerenciem a ansiedade e assumam a liderança. Confia-se hoje mais nos supermercados do que nos bancos, por exemplo;

4) Austeridade ecológica: uma nova conjuntura será atingida no futuro do planeta, com a austeridade transformando a questão ambiental em econômica. Produtos que gastam menos energia e que custam mais barato simplesmente não poderão ser atacados;
5) TV Digital: 2009 irá marcar um salto na qualidade de transmissão na televisão da internet. As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular;
6) Ligações de marketing: o conteúdo estará livre de um controle central e será negociável por meio de diversas redes. Idéias, logotipos de marcas ou códigos serão as linhas que formam o link entre conteúdos. Veremos, por exemplo, anúncios em ônibus conectando áreas de trabalho de computador com widgets;
7) Geração games: com o ato de jogar games se tornando uma ocupação de massa e com o ambiente econômico pressionando para diversão no lar, seremos parte da Geração Games muito em breve;
8) O fim da verdade absoluta: o que se entende como sabedoria muda a cada dia. Neste ano deverá haver mais opinião contraditória e muitas soluções sendo apresentadas como definitivas. No futuro iremos considerar mais o que é um fato. Será a versão moderna da relação do hipocondríaco com a prescrição médica;
9) Marcas como veículos: marcas são marcos. A maneira pelas quais buscamos nossas necessidades acabam sempre em uma delas. Tudo isso irá mudar. Os dias da marca estática estão chegando ao fim. Elas cada vez mais serão significados e não fins.